Porque Criar o Estado
Uma economia dinâmica e forte. Um povo cheio de esperanças. Uma região que quer construir o seu próprio futuro. São um milhão e trezentos mil brasileiros que sofrem com deficiências nas áreas de educação, saúde, segurança pública, saneamento, transportes e energia elétrica.
A criação do Estado do Carajás é um projeto que une 38 municípios em busca de desenvolvimento social. Historicamente, a região Sul do Pará é abandonada há mais de um século, esquecida pela capital, distante 500 km em média. Uma distância que nunca permitiu a presença eficaz do poder público.
A população quer avanços em termos de qualidade de vida. Quer poder contar com um ensino superior, com um bom emprego, com estradas dignas, com espaços para cultura e lazer. Quer viver dignamente.
O sul do Pará quer ser uma nova estrela na bandeira do Brasil. Mas não é só isso, nossa gente quer também acreditar na palavra de ordem estampada no nosso símbolo: progresso!
E há bons exemplos para acreditar nesse progresso. Afinal, as últimas regiões a se emanciparem, como Tocantins e Mato Grosso do Sul, são as mais progressistas do ponto de vista sócio-econômico.
Novos estados passam a cuidar melhor das escolas, rede de saúde, infra-estrutura para atuação das empresas, serviços públicos para a população. Sem contar nas novas oportunidades de emprego, que irão ampliar as capacidades sociais e de condições de vida.
E por querer mudar de rumo e conquistar políticas públicas decentes, e resgatar a dignidade humana, há muito perdida, e o resultado disso tudo é que a população do sul e sudeste do Pará deseja, acima de tudo, criar o Estado do Carajás. Para que a comunidade possa ter uma nova vida, recuperando sua identidade e principalmente a sua auto-estima.
Para que a comunidade possa ter uma nova vida, criando sua própria, recuperando sua identidade e principalmente a sua auto-estima.
extraido do: http://estadodocarajas.com.br
"Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada,a palavra pronunciada e a oportunidade perdida." provérbio chinês
sexta-feira, 27 de maio de 2011

11/05/2011
Movimento pró-Carajás diz basear-se em números
A aprovação, pelo Congresso Nacional, do plebiscito para a criação dos estados de Carajás e Tapajós traz à tona novamente a discussão sobre a divisão do Pará e reacende o debate entre os que são a favor da criação das duas novas unidades federativas e os contrários à partição do território paraense em três.
Os contrários argumentam que a criação de novos estados gera elevados custos para a União, já que as novas duas unidades teriam de contar com recursos federais para manter suas máquinas administrativas.
De acordo com o economista Rogério Boueri, do Ipea, o Estado de Carajás, com seus 39 municípios, 1,4 milhão de habitantes e uma área que representa 25% do território paraense, custaria ao erário da União R$ 2,2 bilhões ao ano.
Já o chefe da Casa Civil do Governo do Pará, Zenaldo Coutinho, que também é contrário à divisão, questiona sobre "quem pagará a implantação do Estado? Como ficarão os servidores públicos estaduais?".
Entretanto, estudos de viabilidade econômica do Carajás apontam o contrário. De acordo com o livro "Assimetrias Regionais no Brasil – Fundamentos para a Criação do Estado de Carajás", de autoria do consultor Célio Costa, mostra que, logo de saída, que com o novo estado, a região beneficiada em nada prejudicaria, por exemplo, o PIB do Pará remanescente.
De acordo com estudos baseados em dados do IBGE e Banco Central, o PIB do Pará seria de R$ 35.095.414.000,00 e o do Carajás seriam de 14.411.730.000,00 – dados de 2007. Enquanto o ICMS do Pará ficaria em 3.006.746.000,00 e o do novo Estado, 1.175.347.000,00.
Já contra o argumento de que os 39 municípios que desejam se emancipar representam a parte mais rica do Pará e que isso inviabilizaria de certa forma a economia do Estado, o professor Célio Costa afirma que em momento algum a criação de uma nova unidade federativa resulta numa barreira física entre este e o Estado remanescente.
"Permanecerão abertas suas fronteiras geográficas e econômicas e um vasto mercado de investimentos e serviços para as empresas paraenses e amplas oportunidades de empregabilidade para a população dos dois estados", afirma o consultor.
Ele mostra com úmeros que o impacto da criação de Carajás sobre o Pará é muito menor do que propagam os que são contra o desenvolvimento do sul e sudeste paraenses pela emancipação político administrativa.
De acordo com o que levantou Célio Costa, o Pará, que é o segundo Estado brasileiro em área territorial, com 1.247.689 quilômetros quadrados (km²), continuaria na mesma posição, com 951.029 km², pois cederia ao novo Estado apenas 296.660 km².
Ainda baseado em dados de 2007 colhidos nos mapas do IBGE, o consultor Célio Costa, em seu livro, mostra que o Novo Pará, como ele chama o estado remanescente, tratando- se atividade econômica, continuaria privilegiado com R$ 2.273.429.000,00 oriundos do setor agropecuário, contra R$ 1.530.751.000,00 de Carajás; R$ 7.274.750.000, da área industrial, enquanto Carajás, 6.505.079.000,00; e R$ 21.456.100.000,00 do setor de serviços, contra R$ 5.420.364.000,00 de Carajás.
Quanto à geração de gastos para a União, esse também é um argumento frágil, pois Carajás já nasce com economia forte: está entre os dez maiores produtores nacionais de: banana, com 235.285 toneladas/ano; abacaxi, 221.725 mil toneladas/ano; e goiaba, 11.946 toneladas/ano.
Ademais, o governo do Pará ficaria desonerado do custeio e dos investimentos na área de Carajás, com sistemas viários, rede de energia, equipamentos sociais urbanos para combater o déficit social acumulado, educação, saneamento e segurança pública.
Extraído do site: www.ctonline.com.br
terça-feira, 24 de maio de 2011
Carreira e RH

Atrair e manter talentos já estão entre principais dificuldades das empresas.
Segundo pesquisas distintas, recrutamento de novos talentos é dificuldade para mais de 70% de executivos e profissionais de RH
Atrair e manter os talentos nas empresas são desafios cada vez maiores para as corporações brasileiras. Segundo uma pesquisa da empresa de educação corporativa HSM, envolvendo 1.065 executivos, 64,5% pretendem admitir funcionários no cenário entre 2011 e 2015. Os dados, que têm como objetivo mostrar o tamanho do desafio dos departamentos de Recursos Humanos para atrair profissionais, foram divulgados na última sexta-feira (1) no lançamento da certificação Top Employers, um reconhecimento às melhores empresas para se trabalhar.
Segundo o mesmo levantamento, quando perguntados se “sua empresa dispõe de líderes na quantidade e qualidade necessárias?”, 63% responderam não. Segundo o consultor e presidente da empresa de consultoria em estratégia, marketing e RH, Empreenda, César Souza, o dado da próxima pesquisa, que ainda está em tabulação, deve apontar que esses 63% estão ainda mais numerosos, indo para 71%. “Antes, questões ligadas à demanda do mercado e à tecnologia dominavam a resposta dos empresários e, hoje, todas as prioridades estão voltadas para as pessoas”, conta.
Outra pesquisa, também ligada à área de recrutamento e desenvolvimento de talentos, feita com 577 profissionais de RH, mostra que 65% dos entrevistados afirmaram não ter líderes na disponibilidade desejada dentro de sua empresa. Outro dado, do mesmo levantamento, mostra que 71,7% dos profissionais de Recursos Humanos acreditam que 2011 será um ano mais difícil para reter talentos que 2010.
Souza explica que essa dificuldade está ligada a uma geração inteira de profissionais que é cada vez mais determinante na formação do mercado: a geração Y. “Não adianta rotular essa geração ou ignorarmos que ela está cada vez mais presente nas empresas. É um perfil com um sistema de valores bastante diferente e com ambições que os colocam em um patamar diferente do que nós, profissionais que temos hoje 40, 50 ou 60 anos, nos submetemos em outros momentos”, explicou o consultor.
Em sua apresentação, o consultor frisou a diferença entre os paradigmas que existiam no passado e os cenários do atual mercado. “A preocupação com máquinas, insumos, mercados e finanças perdeu espaço para a gestão dos valores intangíveis, como a cultura, a inovação e a gestão de marcas”, citou.
Top Employers
A certificação Top Employers é concedida anualmente a empresas em 12 países de 3 continentes pelo Instituto CRF, de avaliações e reconhecimento a políticas de recursos humanos. Em outros países, 2,5 mil empresas receberam o selo no mundo. Duas empresas apresentaram seus casos de sucesso no lançammento da certificação no Brasil.
O diretor de Recursos Humanos da unidade espanhola da British American Tobacco, que no Brasil conta com a subsidiária Souza Cruz, Daniel Laya, destaca que a conquista da certificação contribuiu para que a empresa tivesse mais um trunfo no recrutamento de novos talentos. “A partir da conquista deste reconhecimento, os estudantes percebem que se trata de uma organização que se preocupa com as necessidades da equipe, que tem preocupação com a qualidade do trabalho, o desenvolvimento da carreira, tanto de promoção interna como de desenvolvimento internacional”, destaca Laya.
O gerente de recursos humanos da Janssen na Espanha (braço farmacêutico do grupo Johnson e Johnson), Thiago Oliveira, destacou que a certificação contribuiu para que a empresa estimulasse um compromisso ainda maior de seus colaboradores e para a tomada de decisões em pontos considerados estratégicos. “Temos o fator limitador de sermos uma empresa que, em função de nossa atividade, tem uma marca pouco difundida globalmente, e a certificação é mais uma estratégia para ampliarmos a atratividade de talentos”, destacou.
Gestão de pessoas
Na Britsh American Tobacco, o reconhecimento à gestão de pessoas se dá por vários aspectos, entre eles a flexibilidade de horários para algumas áreas e uma política de salários atrativa. As possibilidades de desenvolvimento pessoal também são destaque. “Sempre buscamos o equilíbrio entre novas contratações e as promoções internas”, afirma Daniel Laya.
Outra aposta da multinacional é o sistema de comunicação, com reuniões trimestrais e até um espaço virtual similar à intranet, em que os funcionários têm acesso a todas as políticas da empresa e que também podem realizar ações como solicitar férias, fazer consulta de convênios e outras ações. Os funcionários da companhia têm também a possibilidade de ampliar suas férias mediante um acordo financeiro. A empresa tem também uma comissão de igualdade, para proporcionar cada vez mais tratamento idêntico entre os gêneros.
Oliveira, da Janssen, destacou a política inovadora inerente à empresa, que também se reflete nas políticas de recursos humanos. A companhia tem uma espécie de aplicativo, com o qual cada profissional pode indicar que desenvolvimento profissional gostaria de ter, funcionando como uma base de informações que permite adaptar as necessidades da empresa aos interesses individuais.
“Procuramos sempre estar atentos às necessidades de cada um, flexibilizar a jornada, entender as demandas e expectativas, para que possamos conciliar a estratégia da empresa com os objetivos da equipe”, afirma Oliveira. O gestor lembra que a empresa também tem uma preocupação com a formação constante de seus profissionais”, consta na descrição da empresa, no livro que lista as melhores empresas para se trabalhar na Espanha.
No Brasil, as empresas interessadas em ser top employers têm até o dia 31 de maio para se inscrever. As companhias serão submetidas a um questionário específico e, em setembro, a lista das brasileiras credenciadas será divulgada.
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Extraído do site: www.administradores.com.br
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